← Home · Ensaios in situ

Ensaio de Permeabilidade In Situ: Lefranc e Lugeon em Caruaru

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

SAIBA MAIS →

Caruaru cresceu sobre um tabuleiro sedimentar com forte influência do cristalino, e o resultado é um mosaico de solos que desafia qualquer cronograma de obra. A cidade respira construção civil: condomínios verticais no Maurício de Nassau, galpões logísticos na BR-104 e loteamentos que avançam sobre encostas do Vale do Ipojuca. Em todos esses cenários a água subterrânea aparece como variável crítica, seja para dimensionar rebaixamento, estimar recalques ou projetar drenagem. O ensaio de permeabilidade in situ, executado com as técnicas Lefranc e Lugeon, fornece o coeficiente de condutividade hidráulica diretamente no terreno, sem depender de correlações indiretas. Nossa equipe de laboratório opera em Caruaru com sonda rotativa e equipamento calibrado conforme a ABNT NBR 16212, entregando resultados que o engenheiro geotécnico precisa para fechar o modelo hidrogeológico com confiança.

Medir o coeficiente de permeabilidade diretamente no furo elimina a subjetividade das tabelas e evita surpresas com água que o ensaio de laboratório jamais anteciparia.

Metodologia e escopo

O Agreste pernambucano impõe um contraste hidrogeológico que poucas regiões brasileiras reproduzem: a estação chuvosa concentrada entre maio e julho eleva o lençol freático em zonas de aluvião, enquanto o verão seco endurece argilas e gera trincas de contração que alteram artificialmente a permeabilidade medida em superfície. Em Caruaru executamos o ensaio Lefranc em furos de sondagem mista e rotativa, ideal para solos residuais e saprolitos, medindo a vazão sob carga constante ou variável em trechos isolados por obturador. Quando a campanha avança sobre o embasamento fraturado, aplicamos o ensaio Lugeon, que injeta água sob pressão controlada em estágios de 5 a 10 minutos, revelando fraturas condutivas e o comportamento anisotrópico do maciço. A interpretação segue o método de Houlsby e os critérios da NBR 16212, entregando valores de K que subsidiam desde o dimensionamento de rebaixamento para escavações profundas até a análise de percolação em estabilidade de taludes nas encostas urbanizadas do município.
Ensaio de Permeabilidade In Situ: Lefranc e Lugeon em Caruaru
Imagem técnica de referência — Caruaru

Particularidades da região

O substrato de Caruaru combina sedimentos da Formação Barreiras com lentes de areia e cascalho sobre um embasamento cristalino fraturado do Complexo Belém do São Francisco. Essa geometria gera aquíferos suspensos localizados que os furos de sondagem convencional muitas vezes não detectam sem ensaio de permeabilidade. O risco mais recorrente é o subdimensionamento de sistemas de drenagem e rebaixamento: uma camada de areia fina siltosa a 4 metros de profundidade pode apresentar condutividade hidráulica de 10⁻⁴ cm/s, suficiente para inundar uma escavação em menos de 2 horas durante a quadra chuvosa. Sem o ensaio Lefranc executado em múltiplas profundidades, o projetista trabalha com valores tabelados que nada representam a heterogeneidade local. A norma ABNT NBR 16212 exige o registro contínuo do nível d'água durante a perfuração e a estabilização antes de cada trecho ensaiado — procedimento que nosso laboratório segue com rigor, documentando cada etapa no boletim de campo.

Precisa de uma avaliação geotécnica?

Resposta em menos de 24h.

Email: info@geotecnia1.sbs

Vídeo explicativo

Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Método de ensaioLefranc (carga constante e variável) e Lugeon (injeção sob pressão)
Norma de referênciaABNT NBR 16212:2020 — Ensaio de permeabilidade em furos de sondagem
Diâmetro do furo75 mm a 150 mm (sondagem rotativa ou mista)
Comprimento do trecho ensaiado0,5 m a 5,0 m (Lefranc); 3,0 m a 10,0 m (Lugeon)
Pressão máxima (Lugeon)Até 10 bar, com estágios de pressão crescente e decrescente
Relatório entreguePerfil de permeabilidade, gráficos Q×P, unidade Lugeon e K (cm/s) por trecho
Tempo médio de execução2 a 4 horas por trecho ensaiado, incluindo estabilização do NA

Serviços técnicos vinculados

01

Sondagens SPT com medição de NA

Executamos furos de sondagem à percussão com registro contínuo do nível d'água e coleta de amostras indeformadas, base para planejar os trechos do ensaio Lefranc.

02

Análise granulométrica e classificação tátil-visual

Caracterizamos a textura do solo em laboratório, correlacionando a curva granulométrica com a permeabilidade esperada e validando os resultados de campo.

03

Projeto de rebaixamento e drenagem

Com os dados de K in situ dimensionamos sistemas de ponteiras filtrantes, drenos sub-horizontais e trincheiras drenantes para obras de escavação e contenção.

Marco normativo

ABNT NBR 16212:2020 — Solo — Ensaio de permeabilidade em furos de sondagem — Métodos Lefranc e Lugeon, ABNT NBR 6484:2020 — Solo — Sondagem de simples reconhecimento com SPT — Método de ensaio, ABNT NBR 6502:2022 — Rochas e solos — Terminologia

Perguntas comuns

Quanto custa um ensaio de permeabilidade Lefranc ou Lugeon em Caruaru?

O investimento para um ensaio de permeabilidade in situ em Caruaru varia entre R$ 1.400 e R$ 2.460, dependendo do número de trechos ensaiados, da profundidade do furo e da duração da campanha. O valor inclui mobilização de sonda rotativa, execução dos estágios de carga conforme a ABNT NBR 16212 e relatório técnico com perfil de permeabilidade.

Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o ensaio Lugeon?

O ensaio Lefranc é aplicado em solos e rochas brandas, medindo a vazão de água que entra ou sai de uma cavidade no furo sob carga constante ou variável. Já o ensaio Lugeon é específico para maciços rochosos fraturados: injeta-se água sob pressão em estágios controlados, e o resultado é expresso em unidades Lugeon (1 U.L. = 1 litro/minuto por metro de furo a 10 bar). Em Caruaru usamos Lefranc nos sedimentos da Formação Barreiras e Lugeon quando o furo atinge o embasamento cristalino.

Em que etapa da obra o ensaio de permeabilidade deve ser executado?

O ensaio integra a fase de investigação geotécnica complementar, após as sondagens SPT de reconhecimento. É executado nos mesmos furos ou em furos específicos, antes do projeto executivo de fundações, contenções e drenagem. Em Caruaru recomendamos agendá-lo preferencialmente no final da estação chuvosa (julho–agosto), quando o lençol freático está elevado e o cenário é mais conservador para o projeto.

O relatório do ensaio serve para licenciamento ambiental?

Sim, o relatório do ensaio de permeabilidade é frequentemente exigido por órgãos ambientais como a CPRH para licenciamento de obras que envolvam rebaixamento de lençol freático, injeção de efluentes tratados no subsolo ou disposição de resíduos. Nosso relatório segue os requisitos da ABNT NBR 16212 e inclui ART do responsável técnico, boletins de campo, gráficos de vazão versus pressão e o perfil de condutividade hidráulica por profundidade.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Caruaru e arredores. Mais info.

Ver mapa ampliado