Caruaru cresceu sobre um tabuleiro sedimentar com forte influência do cristalino, e o resultado é um mosaico de solos que desafia qualquer cronograma de obra. A cidade respira construção civil: condomínios verticais no Maurício de Nassau, galpões logísticos na BR-104 e loteamentos que avançam sobre encostas do Vale do Ipojuca. Em todos esses cenários a água subterrânea aparece como variável crítica, seja para dimensionar rebaixamento, estimar recalques ou projetar drenagem. O ensaio de permeabilidade in situ, executado com as técnicas Lefranc e Lugeon, fornece o coeficiente de condutividade hidráulica diretamente no terreno, sem depender de correlações indiretas. Nossa equipe de laboratório opera em Caruaru com sonda rotativa e equipamento calibrado conforme a ABNT NBR 16212, entregando resultados que o engenheiro geotécnico precisa para fechar o modelo hidrogeológico com confiança.
Medir o coeficiente de permeabilidade diretamente no furo elimina a subjetividade das tabelas e evita surpresas com água que o ensaio de laboratório jamais anteciparia.
Perguntas comuns
Quanto custa um ensaio de permeabilidade Lefranc ou Lugeon em Caruaru?
O investimento para um ensaio de permeabilidade in situ em Caruaru varia entre R$ 1.400 e R$ 2.460, dependendo do número de trechos ensaiados, da profundidade do furo e da duração da campanha. O valor inclui mobilização de sonda rotativa, execução dos estágios de carga conforme a ABNT NBR 16212 e relatório técnico com perfil de permeabilidade.
Qual a diferença entre o ensaio Lefranc e o ensaio Lugeon?
O ensaio Lefranc é aplicado em solos e rochas brandas, medindo a vazão de água que entra ou sai de uma cavidade no furo sob carga constante ou variável. Já o ensaio Lugeon é específico para maciços rochosos fraturados: injeta-se água sob pressão em estágios controlados, e o resultado é expresso em unidades Lugeon (1 U.L. = 1 litro/minuto por metro de furo a 10 bar). Em Caruaru usamos Lefranc nos sedimentos da Formação Barreiras e Lugeon quando o furo atinge o embasamento cristalino.
Em que etapa da obra o ensaio de permeabilidade deve ser executado?
O ensaio integra a fase de investigação geotécnica complementar, após as sondagens SPT de reconhecimento. É executado nos mesmos furos ou em furos específicos, antes do projeto executivo de fundações, contenções e drenagem. Em Caruaru recomendamos agendá-lo preferencialmente no final da estação chuvosa (julho–agosto), quando o lençol freático está elevado e o cenário é mais conservador para o projeto.
O relatório do ensaio serve para licenciamento ambiental?
Sim, o relatório do ensaio de permeabilidade é frequentemente exigido por órgãos ambientais como a CPRH para licenciamento de obras que envolvam rebaixamento de lençol freático, injeção de efluentes tratados no subsolo ou disposição de resíduos. Nosso relatório segue os requisitos da ABNT NBR 16212 e inclui ART do responsável técnico, boletins de campo, gráficos de vazão versus pressão e o perfil de condutividade hidráulica por profundidade.