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Exploração em Caruaru

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Entender o subsolo antes de construir é uma etapa essencial para garantir segurança, economia e durabilidade em qualquer obra. A categoria de exploração geotécnica reúne os métodos de investigação direta e indireta do terreno, fundamentais para caracterizar as camadas do solo, identificar o nível do lençol freático e obter parâmetros de resistência e deformação. Em Caruaru, cidade com intenso crescimento vertical e expansão de loteamentos, essa fase de sondagens evita patologias como recalques diferenciais e rupturas de fundação, problemas comuns quando se desconhece o comportamento do solo local.

Do ponto de vista geológico, Caruaru está inserida no Planalto da Borborema, com predominância de solos residuais de granito e gnaisse, além de manchas de sedimentos areno-argilosos nas áreas de vale. Essa formação heterogênea gera perfis de solo com comportamento muito variável em curtas distâncias: é possível encontrar solos maduros e homogêneos a poucos metros de matacões ou rocha alterada. Por isso, campanhas de investigação precisam ser bem planejadas, combinando diferentes técnicas para cobrir a variabilidade espacial e garantir que o projeto de fundações seja representativo da condição real do terreno.

Vídeo demonstrativo

No Brasil, a exploração geotécnica deve atender aos critérios da ABNT NBR 6484:2020, que estabelece os procedimentos para execução de sondagens de simples reconhecimento com SPT, e da ABNT NBR 8036:1983, que define a programação de sondagens de simples reconhecimento para fundações de edifícios. Para ensaios de cone, a referência é a ABNT NBR ISO 22476-1:2021. Essas normas orientam desde o número mínimo de furos, profundidade e critérios de paralisação até a apresentação dos resultados, garantindo que os dados coletados sejam confiáveis e comparáveis, independentemente da empresa executora.

Diversos tipos de projeto demandam esse tipo de investigação. Edifícios residenciais e comerciais de múltiplos pavimentos dependem de campanhas de ensaio SPT para definição do tipo e dimensão das fundações. Obras de infraestrutura, como galerias de drenagem e pontes, frequentemente recorrem ao ensaio CPT para obter um perfil contínuo de resistência de ponta e atrito lateral, especialmente em solos argilosos moles. Já em projetos de pavimentação e redes de saneamento, a sondagem a trado (calicata) é uma alternativa ágil e econômica para inspeção visual das camadas superficiais e coleta de amostras indeformadas. A escolha do método — ou da combinação deles — depende da complexidade da obra, do tipo de solo esperado e do nível de risco aceitável.

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Serviços disponíveis

Sondagem a trado (calicata)

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Ensaio CPT (Cone Penetration Test)

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Ensaio SPT (Standard Penetration Test)

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Perguntas comuns

Qual a diferença entre sondagem de simples reconhecimento e ensaio de cone (CPT)?

A sondagem de simples reconhecimento (SPT) fornece o índice de resistência à penetração a cada metro, com coleta de amostras para classificação tátil-visual. Já o ensaio CPT registra continuamente a resistência de ponta e o atrito lateral, sem amostragem, gerando um perfil detalhado ideal para detectar camadas finas e estimar parâmetros de resistência não drenada em argilas.

Quantos furos de sondagem são necessários para um projeto de edificação em Caruaru?

A NBR 8036 recomenda no mínimo dois furos para áreas de projeção de até 200 m², e três furos para áreas entre 200 m² e 400 m². Em Caruaru, devido à heterogeneidade dos solos residuais de granito, é comum que projetistas solicitem furos adicionais para cobrir variações laterais e garantir que eventuais matacões sejam identificados antes da execução das fundações.

Qual a profundidade mínima que uma sondagem deve atingir?

A profundidade é definida pelo critério da NBR 6484, que considera o bulbo de tensões da fundação prevista. Em geral, a sondagem deve avançar até a camada de solo com resistência adequada, ou no mínimo até a profundidade onde o acréscimo de tensão seja inferior a 10% da tensão geostática. Em Caruaru, é comum aprofundar até encontrar o impenetrável à percussão, verificando se não se trata de matacão isolado.

É possível substituir todos os furos de SPT por ensaios CPT em uma campanha de investigação?

Embora o CPT forneça dados contínuos e de alta qualidade, a prática brasileira ainda exige ao menos um furo com SPT para coleta de amostras e classificação tátil-visual do solo, conforme orientação da NBR 6484. O ideal é combinar os dois métodos: CPT na maioria dos pontos para perfilagem detalhada e SPT em alguns furos para identificação das camadas e definição do nível d'água.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Caruaru e arredores.

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