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Estudo CBR para Projeto Viário em Caruaru

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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Caruaru cresceu a partir dos caminhos de boiadeiros que cortavam o Agreste, e hoje sua malha viária enfrenta desafios bem diferentes das trilhas de terra do século XIX. A cidade, polo econômico regional com mais de 400 mil habitantes, exige pavimentos dimensionados para tráfego pesado sobre solos que variam de arenosos a argilosos em poucos metros. O ensaio de granulometria combinado ao estudo CBR define com precisão a capacidade de suporte do subleito, evitando superdimensionamentos que encarecem a obra. Em uma região onde o período chuvoso transforma ruas em lamaçais, o índice de suporte Califórnia revela exatamente como o solo saturado se comportará sob carga.

Em Caruaru, o CBR pós-imersão cai mais de 50% em relação ao seco — ignorar esse dado é assumir que o pavimento romperá na primeira estação chuvosa.

Metodologia e escopo

O erro mais comum aqui é confiar apenas na compactação visual e liberar a base sem o ensaio de CBR. O solo do Agreste engana: parece firme no verão, mas perde mais de 60% da resistência quando atinge a umidade ótima. O procedimento segue a ABNT NBR 9895:2016, que estabelece a compactação na energia Proctor especificada e a prensagem dos corpos de prova após imersão por 96 horas. O resultado é um índice que orienta desde a espessura das camadas até a escolha entre pavimento flexível ou rígido. A expansibilidade medida no ensaio é crítica para Caruaru, onde argilas lateríticas da Formação Barreiras apresentam inchamento significativo.
Estudo CBR para Projeto Viário em Caruaru
Imagem técnica de referência — Caruaru

Particularidades da região

A norma DNIT 172/2016-ES é categórica: subleito com CBR inferior a 2% exige substituição ou tratamento prévio, e em Caruaru esse número aparece com frequência nos bairros periféricos assentados sobre solos transportados. O risco técnico vai além do afundamento de trilha de roda — a expansão volumétrica medida no ensaio CBR antecipa o empolamento que descola o revestimento asfáltico em ciclos de umedecimento e secagem. Um pavimento dimensionado sem esse dado pode apresentar trincas de fadiga em menos de dois anos, multiplicando o custo de manutenção.

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Parâmetros técnicos

ParâmetroValor típico
Energia de compactaçãoProctor Normal ou Intermediário
Tempo de imersão mínimo96 horas
Índice CBR mínimo para subleito (DNIT)CBR ≥ 2% e expansão ≤ 2%
Índice CBR mínimo para reforço do subleitoCBR ≥ 8% e expansão ≤ 1%
Índice CBR mínimo para sub-baseCBR ≥ 20% e expansão ≤ 1%
Índice CBR mínimo para base granularCBR ≥ 60% (N ≥ 24) e expansão ≤ 0,5%
Norma de referênciaABNT NBR 9895:2016 e DNIT 172/2016-ES

Serviços técnicos vinculados

01

Ensaio CBR com Proctor

Determinação do Índice de Suporte Califórnia conforme ABNT NBR 9895, com compactação Proctor na energia especificada pelo projetista e imersão controlada em tanque climatizado.

02

Caracterização completa do subleito

Granulometria, limites de Atterberg e compactação Proctor para classificação MCT e TRB do solo local, correlacionando com o CBR para dimensionamento mecanístico-empírico.

03

Perfil de CBR por trecho homogêneo

Sondagens a cada 100-200 m para mapear a variabilidade do CBR ao longo do traçado, identificando zonas de empréstimo e descarte de material inadequado.

Marco normativo

ABNT NBR 9895:2016 — Solo – Índice de Suporte Califórnia (ISC), DNIT 172/2016-ES — Sub-base estabilizada granulometricamente, ABNT NBR 7182:2016 — Solo – Ensaio de Compactação, DNIT 141/2010-ES — Pavimentação – Base estabilizada granulometricamente

Perguntas comuns

Qual o custo de um ensaio CBR para projeto viário em Caruaru?

O ensaio CBR com compactação Proctor e imersão custa entre R$360 e R$750 por ponto, dependendo do número de corpos de prova e da energia de compactação exigida no projeto. Campanhas com múltiplos pontos têm custo unitário reduzido.

Em que profundidade deve ser coletada a amostra para o CBR?

A amostra deve ser coletada na cota do subleito projetado, geralmente entre 0,60 m e 1,50 m de profundidade em relação ao greide final. Em Caruaru, onde o lençol freático pode estar próximo à superfície nos bairros baixos, recomendamos verificar a umidade natural no momento da coleta.

O ensaio CBR de laboratório pode ser substituído por DCP in situ?

O DCP (Penetrômetro Dinâmico de Cone) é um ensaio complementar útil para mapeamento expedito, mas a norma DNIT exige o CBR de laboratório com imersão para o dimensionamento final do pavimento. Os dois métodos se complementam, mas o CBR de laboratório é mandatório para liberação do projeto executivo.

Qual o prazo para entrega dos resultados do ensaio CBR?

O ciclo completo do ensaio CBR leva de 7 a 10 dias úteis. Esse prazo inclui os 4 dias de imersão dos corpos de prova exigidos pela ABNT NBR 9895, mais o tempo de compactação, prensagem e emissão do relatório técnico.

O que fazer quando o CBR do subleito é inferior ao mínimo normativo?

Quando o CBR fica abaixo de 2%, a solução técnica pode ser a substituição do solo em uma camada de 40 a 60 cm, a estabilização química com cal ou cimento, ou o rebaixamento do greide para apoiar o pavimento sobre material mais resistente. A escolha depende do volume de solo inadequado e do custo da intervenção.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Caruaru e arredores.

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